As dúvidas dissiparam-se
Se ainda persistiam dúvidas, ficam definitivamente dissipadas: o Estado sempre financiou (e financia) os clubes e seus agentes.
(...) Ao DN, o secretário de Estado da Juventude e Desporto, Laurentino Dias, refuta a ideia: "Já sabia que havia gente descontente, mas esta lei não é para a Madeira, é para o País". O governante socialista afirma que a lei irá "clarificar o sector, não definindo apenas os princípios". E contra-ataca: "O Estado não deve pagar ordenados a jogadores. Os profissionais de futebol não são funcionários públicos".
(...) O apoio autárquico, durante largos anos, foi o garante (e para muitos ainda o é) para algumas colectividades, que cresceram com base nas benesses do poder local. Consoante a capacidades das próprias autarquias e as necessidades dos clubes, as ajudas surgiam das mais variadas formas: em dinheiro vivo, doação de terrenos, exploração de bombas de gasolina e ainda (o fenómeno mais recente) em alterações do PDM (Plano Director Municipal), permitindo maior capacidade de edificação.
Não se conhecem clubes que por trás do seu crescimento não usufruíram do financiamento, muitas vezes sem regras nem controlo. Em contrapartida, são vários os casos de colectividades que não aproveitaram essas mesmas benesses para criar bases sólidas de auto-sustento e que acabaram por ser engolidas pela evolução da modalidade "mãe", o futebol. O Atlético é um exemplo. Fundado em 1942 e com pergaminhos na história do futebol português, começou a desaparecer quando a autarquia deixou de alimentar os vários clubes de Lisboa - Benfica, Sporting, Belenenses, Atlético e Oriental. Ao Atlético juntam-se nomes como o Farense, Salgueiros, Tirsense, Lusitano de Évora, Campomaiorense, Académico de Viseu e Leça.
(...) Ao DN, o secretário de Estado da Juventude e Desporto, Laurentino Dias, refuta a ideia: "Já sabia que havia gente descontente, mas esta lei não é para a Madeira, é para o País". O governante socialista afirma que a lei irá "clarificar o sector, não definindo apenas os princípios". E contra-ataca: "O Estado não deve pagar ordenados a jogadores. Os profissionais de futebol não são funcionários públicos".
(...) O apoio autárquico, durante largos anos, foi o garante (e para muitos ainda o é) para algumas colectividades, que cresceram com base nas benesses do poder local. Consoante a capacidades das próprias autarquias e as necessidades dos clubes, as ajudas surgiam das mais variadas formas: em dinheiro vivo, doação de terrenos, exploração de bombas de gasolina e ainda (o fenómeno mais recente) em alterações do PDM (Plano Director Municipal), permitindo maior capacidade de edificação.
Não se conhecem clubes que por trás do seu crescimento não usufruíram do financiamento, muitas vezes sem regras nem controlo. Em contrapartida, são vários os casos de colectividades que não aproveitaram essas mesmas benesses para criar bases sólidas de auto-sustento e que acabaram por ser engolidas pela evolução da modalidade "mãe", o futebol. O Atlético é um exemplo. Fundado em 1942 e com pergaminhos na história do futebol português, começou a desaparecer quando a autarquia deixou de alimentar os vários clubes de Lisboa - Benfica, Sporting, Belenenses, Atlético e Oriental. Ao Atlético juntam-se nomes como o Farense, Salgueiros, Tirsense, Lusitano de Évora, Campomaiorense, Académico de Viseu e Leça.

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