Mentalidade Global

quarta-feira, novembro 22, 2006

THE END





domingo, outubro 29, 2006

Os 4 cavaleiros do Apocalipse

Em finais de Outubro vejo pessoas na praia a tomar banho, de bikini, de calções, sandálias, t-shirt de manga curta. Até finais do mês de Outubro ainda não usei nenhuma camisola de malha, ainda não arrumei a roupa de Verão. Só falta dizer que estou no hemisfério norte em finais de Outubro, que supostamente deveria ser Inverno…
Os sinais aí estão, e a dúvida não é se eles existem mas se eles perduram. O Apocalipse que todos conhecem da tradição judaico-cristã, sempre existiu e não vai ser num momento especifico: vai acontecendo.


Os 4 cavaleiros também já estão representados:
- Doenças (gripe das aves, Sida, etc.)
- Alterações climáticas (que provocarão seca e consequentemente a fome)
- Economia (que provoca as guerras)
- Poluição


Todos estes efeitos já se fazem sentir, principalmente com mais intensidade desde a revolução industrial. Alguns deles surgem naturalmente mas são acelerados ou despertados pela acção humana.
Será a ganância de se possuir mais do que se precisa, no esbanjamento, que será a responsável pela perigosidade da extinção da Humanidade…

sexta-feira, outubro 27, 2006

Responsabilidade? Onde?

Centro materno
Governo já gastou 5,6 milhões - CM

O Tribunal de Contas (TC) revelou ontem que o Ministério da Saúde já gastou mais de 5,6 milhões de euros no processo do futuro Centro Materno Infantil do Norte, apesar de, em 12 anos, não ter conseguido iniciar as obras. E acusa os responsáveis do Ministério de não respeitarem “os princípios de boa gestão de recursos públicos”.
Segundo o relatório do TC, as parcelas de terreno adquiridas no Porto para a construção do centro ainda não foram registadas em nome do Estado, nem existe um documento que comprove a cedência de um terreno na freguesia de Campanhã à Câmara do Porto, presidida por Rui Rio, como contrapartida do realojamento de 137 famílias, que custou à autarquia 2,9 milhões.


E depois estes cabrões querem que nós aceitemos serenamente os sacrifícios, com fervor patriótico? Responsabilidade? O que é isso? Onde?

O capitalismo socialista

O secretário-geral do PS, José Sócrates, disse ontem que a proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2007 “é socialista”, porque apresenta como prioridades o apoio à ciência e à qualificação, mas também o combate à pobreza. C M

Esta é de partir a moca! Só se for um capitalismo vestido com a pele do socialismo…
Senão vejamos:


Anteprojecto do Código do Consumidor - DN

(…) Silveira Rodrigues diz, também, que o novo código vai limitar a actuação dos representantes dos consumidores. Uma associação põe uma acção contra uma entidade e, se perde, nenhuma outra pode reclamar do mesmo problema. "O primeiro a chegar ainda consegue, mas se tiver uma má estratégia mais ninguém pode pôr uma acção. Ao contrário, se ganhar um processo contra as cláusulas abusivas de um banco, a sentença não é aplicada a todas as cláusulas semelhantes", justifica.

Quase meio milhão de pessoas vive de rendas, juros ou lucros - DN

Manuel Esteves

Este quase meio milhão de pessoas que "vive de rendimentos" (gerados pelos seus activos) não se deu mal durante a crise económica que assolou o país a partir de 2002
No segundo trimestre deste ano, eram cerca de 450 mil os que tinham como principal fonte de rendimento lucros (dividendos), juros ou rendas.

(…) OE afecta salários e pensões


A proposta de Orçamento de Estado (OE) para 2007 introduziu poucas alterações à tributação dos rendimentos. Porém, acabou por agravar indirectamente a carga fiscal da maioria dos trabalhadores por conta de outrem (que deverão ter aumentos superiores à actualização de 2,1% dos escalões de IRS). Dentro do segmento dos trabalhadores por conta de outrem, há um subgrupo particularmente afectado que são os portadores de deficiência (excepto aqueles que ganhem pouco mais do que o salário médio), cuja tributação vai disparar já em Janeiro.
Quanto aos reformados, 180 mil (segundo números do Ministério das Finanças) vão pagar mais imposto por via da redução da dedução específica (parcela que é abatida ao montante anual das pensões).
Já no que diz respeito aos rendimentos resultantes de activos - sejam eles prédios (rendas), acções (dividendos), depósitos ou obrigações (juros) - estes mantêm o actual regime de tributação, genericamente mais favorável.

Num caso, fica demonstrado que o lobby financeiro é que manda neste país: pagam menos impostos que os outros sectores económicos, não pagam os impostos sobre os verdadeiros rendimentos e têm tratamento diferenciado.
No outro caso, o cliché “são sempre os mesmos a pagar” infelizmente é verdadeiro, porque mais uma vez o sector financeiro ou as actividades que obtêm rendimento através desse sector não são beliscadas.
Valha-me Deus! O que se diz para não perder votos!

Mais um boy chuchalista

Remuneração do controlador financeiro gera equívocos - DN

(…) a remuneração dos controladores financeiros tem gerado equívocos, em particular no que diz respeito às despesas de representação
(…) O mesmo despacho clarifica que, os controladores deverão ser reembolsados nas despesas com a utilização de telefones domiciliários ou móveis pessoais.


Porque raio é que também nós não temos direito ao reembolso destas despesas? Se as pagamos com o nosso salário, porque carga de água é que estes tipos não as pagam com o salário deles?
A tão propalada convergência e igualdade “chuchalista”…

quinta-feira, outubro 26, 2006

Humor



domingo, outubro 15, 2006

Discriminação negativa

O ME não está a cumprir um dos princípios básicos da democracia: proporcionar igualdade de oportunidades para todos. Justifico com 2 exemplos:
-> Prolongamento do horário no 1º Ciclo- uma boa intenção carregada de demagogia. Ao declarar como facultativo a frequência das actividades extracurriculares (AE), o Ministério da Educação (ME) desresponsabilizou-se materialmente deste modelo, e criou uma discriminação negativa entre os alunos. Em muitas escolas, não existem salas para implementar estas AE, pelo que os alunos têm de se deslocar para outros locais; as câmaras não asseguram o transporte, as escolas não asseguram o refeitório, e por isso os pais têm de ir buscar os filhos e levá-los em horários totalmente incompatíveis com a sua actividade profissional. Quando os encarregados de educação colocam estas questões aos responsáveis políticos autárquicos ou governamentais, recebem a resposta que as AE são facultativas. Além disso, chutam as responsabilidades uns para os outros, num ciclo repetitivo paralisante. Afinal, onde está o tão propalado apoio à família? Essa discriminação aumenta geograficamente, nos concelhos do interior, onde os recursos financeiros são mais escassos. O que está a acontecer é que os alunos que têm uma família que consegue responder a estes entraves, frequentam as AE enquanto os outros não; consequentemente, no 5º Ano vão começar a aparecer turmas com alunos que frequentaram Inglês no 1º Ciclo e alunos que não frequentaram, numa evidente desvantagem pedagógica. Como é que se soluciona esta discrepância? Está a ocorrer uma acentuação da desigualdade sócio-económica; onde está a igualdade de oportunidades?

-> Projecto dos computadores portáteis- o ME anunciou com grandes parangonas que iria investir no equipamento informático para escolas (nomeadamente, computadores portáteis). Ficou a ideia que as escolas do país iriam ser apetrechadas; afinal só algumas dezenas é que foram bafejadas com esse equipamento porque foi criado um concurso em que as escolas teriam de se candidatar. O problema é que desde o início que se sabe que quando existe um concurso, mesmo que teoricamente todas as escolas concorressem, só algumas é que iriam receber os computadores. Então e os alunos das outras? Porque é que não têm o mesmo direito de usar os que os colegas usam? A argumentação que vale mais fazer alguma coisa do que não fazer nada, encerra um truísmo que está camuflado de discriminação negativa: é que essa alguma coisa só alguns é que vão fazê-la...
Mesmo dentro da escola que ganhou o concurso, vai existir discriminação negativa, porque o ME só enviou 24 computadores para cada uma; na escola massificada, com centenas ou milhares de alunos, torna-se óbvio que muitos não vão poder ter acesso frequente a este equipamento, existindo muitos que nem sequer o vão utilizar. Onde está a igualdade de oportunidades?
Já ouvi dizer num tom censório, que existem escolas em que o equipamento não é usado; mas se por hipótese todos os professores da escola planificarem as suas actividades para usar esse equipamento, a quantidade que existe não proporciona um uso frequente, o que leva a que cada um usasse muito poucas vezes durante o ano.
Resumindo, na escola democrática massificada, tem de se pensar em quantidade se verdadeiramente se quer proporcionar as mesmas oportunidades a todos.

segunda-feira, outubro 09, 2006

A Olivia patroa e a Olivia costureira

Numa entrevista, no jornal das 9 da SIC Noticias com o dirigente do Sindicato dos Professores da Região Centro, conduzida pelo jornalista Mário Crespo, o dirigente pediu para ler uma citação acerca do assunto das quotas de avaliação; de memória reproduzo mais ou menos o conteúdo da citação:

"(…) As quotas para diferenciar categorias profissionais são injustas e desmotivadoras dos profissionais que estão sujeitos às mesmas”

Sabem quem escreveu isto?

O antigo sindicalista e actual secretário de estado da educação, Jorge Pedreira !!!!


É esta porcaria de políticos que temos, oportunistas e interesseiros?
Conforme as circunstâncias que lhes convém mudam de opiniões?
Se são a Olívia costureira é assim mas se são a Olívia patroa já é assado?
São estes gajos que governam um país?
Então é isto a ética, a coerência, a pedagogia igualitária?

Irra! Não há pachorra!

terça-feira, setembro 26, 2006

O regresso II

Outra comoção que me assolou até aos ossos: após a catástrofe natural (e governamental) em Nova Orleães, finalmente recomeçou a reconstrução da cidade. Vai ser inaugurado o primeiro edifício restaurado, com 150 milhões de dólares investidos, como prova da eficiência e empenho das autoridades.
Levantam-se os estandartes, aumenta a esperança, porque vai ser inaugurado… o estádio de futebol!!
Só fico chateado porque isto é uma ideia copiada, pirateada por estes labregos americanos que estão sempre a vociferar contra os outros que lhes pirateiam as ideias. È que estes tipos roubaram a ideia aos portugueses, quando estavam com um défice brutal, a cortar no Estado Social, e investiram milhões em estádios de futebol, para aumentar a confiança e optimismo da população.
Bom, pelo menos devemos ficar orgulhosos que a potência mundial copia ideias de um mísero país raquítico como o nosso, o que significa que temos muita massa cerebral.

Ah, entretanto, os milhares de cidadãos que perderam as casas, estão todos felizes e contentes nas suas roulotes e casas de madeira, com um estádio novinho em folha como vizinho…

O regresso

Fiquei extremamente comovido!... Um governo europeu que despende 250 milhões de dólares anuais para manter uma base militar numa ilha rochosa, sem árvores, sem recursos naturais, com um clima muito apreciado pelos pinguins, porque considera que os 3000 habitantes (nº não confirmado, suspeitando-se que sejam muito menos) têm os mesmos direitos que qualquer comunidade de grandes dimensões.
Claro que estou a falar do governo britânico a manter a soberania nas ilhas Falkland (Malvinas). Com políticos destes, tão filantropos, vale a pena ser cidadão. Defendem uma rocha com unhas e dentes (ou melhor, e dólares), para manter o orgulho nacional.

Ou será que é para manter o complexo industrial-militar gordo, porque é preciso manter as mansões, iates, contas bancárias suíças, frota de automóveis, de todos os abutres que se refastelam á volta da carne para canhão que usam (e usaram) para glorificar esta filantropia?